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CABEÇA FEITA

No meio do caminho...



Brasileiro adora crise. Se não está no meio de uma, está especulando quando chegará a próxima. Que por sinal, será a definitiva, a maior de todas, o Juízo Final.

Perguntado sobre como vejo a crise, contei mais uma das muitas histórias da minha viagem ao Campo-Base do Everest, que tantas lições me trouxe. Quando viajei para lá em 2001, tive a precaução de marcar a viagem com um ano de antecedência, assim teria tempo de sobra para me preparar.

Todos diziam que a viagem ao Everest era "90% cabeça" e que, se eu me preparasse para enfrentar os desconfortos psicológicos, teria grandes chances de ser bem-sucedido. Assim, passei um ano fazendo minha cabeça.

Ao finalmente embarcar para o Nepal, eu estava mentalmente preparado para enfrentar uma avalanche de neve ou cair numa fenda sem fundo no gelo. Para tomar um tombo de 3 mil metros ou enfrentar os guerrilheiros maoístas. Para encarar uma comida que destrói os delicados estômagos ocidentais...

Pois sabe o que aconteceu? Nenhum dos problemas que ocuparam minha mente durante aqueles 12 meses aconteceu! Tinha avalanche? Claro que sim. Mas não iríamos até as áreas de risco. Tinha fendas no gelo? Sim. Mas não chegaríamos até o local onde elas estavam. Era perigoso cair da montanha? Claro! Mas a trilha era cuidadosamente escolhida para minimizar os riscos.

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